Estimativas de novos casos: 8.510, sendo 4.570 homens e 3.940 mulheres (2012)
Número de mortes: 5.935, sendo 3.202 homens e 2.733 mulheres (2010)
Subtipos
As leucemias podem
ser agrupadas com base em quão rapidamente a doença evolui e torna-se
grave. Sob esse aspecto, a doença pode ser do tipo crônica (que
geralmente agrava-se lentamente) ou aguda (que geralmente agrava-se
rapidamente):
· Crônica:
No início da doença, as células leucêmicas ainda conseguem fazer algum
trabalho dos glóbulos brancos normais. Médicos geralmente descobrem a
doença durante exame de sangue de rotina. Lentamente, a leucemia crônica
se agrava. À medida que o número de células leucêmicas aumenta,
aparecem inchaço nos linfonodos (ínguas) ou infecções. Quando surgem, os
sintomas são brandos, agravando-se gradualmente.
· Aguda:
As células leucêmicas não podem fazer nenhum trabalho das células
sanguíneas normais. O número de células leucêmicas cresce rapidamente e a
doença agrava-se num curto intervalo de tempo.
As leucemias também podem ser agrupadas baseando-se nos tipos de glóbulos brancos que elas afetam: linfoides ou mieloides. As que afetam as células linfoides são chamadas de linfoide, linfocítica ou linfoblástica. A leucemia que afeta as células mieloides são chamadas mieloide ou mieloblástica.
Combinando as duas classificações, existem quatro tipos mais comuns de leucemia:
· Leucemia
linfoide crônica: afeta células linfoides e se desenvolve
vagarosamente. A maioria das pessoas diagnosticadas com esse tipo da
doença tem mais de 55 anos. Raramente afeta crianças.
· Leucemia mieloide crônica: afeta células mieloides e se desenvolve vagarosamente, a princípio. Acomete principalmente adultos.
· Leucemia
linfoide aguda: afeta células linfoides e agrava-se rapidamente. É o
tipo mais comum em crianças pequenas, mas também ocorre em adultos.
· Leucemia mieloide aguda: afeta as células mieloides e avança rapidamente. Ocorre tanto em adultos como em crianças.Sintomas
Os principais sintomas decorrem do acúmulo de células defeituosas na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia, que por sua vez causa fadiga e palpitação), dos glóbulos brancos (deixando o organismo mais sujeito a infecções) e das plaquetas (ocasionando sangramentos das gengivas e pelo nariz, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos sob a pele).O paciente pode apresentar gânglios linfáticos inchados, mas sem dor, principalmente na região do pescoço e das axilas; febre ou suores noturnos; perda de peso sem motivo aparente; desconforto abdominal (provocado pelo inchaço do baço ou fígado); dores nos ossos e nas articulações. Caso a doença afete o Sistema Nervoso Central (SNC), podem surgir dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação.
Depois de instalada, a doença progride rapidamente, exigindo que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico e a classificação da leucemia.
Tratamento
Tem o objetivo de destruir as células leucêmicas,
para que a medula óssea volte a produzir células normais. O grande
progresso para se obter a cura total da leucemia foi alcançado com a
associação de medicamentos (poliquimoterapia), controle das complicações
infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate da doença no Sistema
Nervoso Central (cérebro e medula espinhal). Para alguns casos, é
indicado o transplante de medula óssea.
O tratamento é feito em etapas. A primeira tem a
finalidade de obter a remissão completa, ou seja, um estado de aparente
normalidade após a poliquimioterapia. Esse resultado é alcançado um a
dois meses após o início do tratamento (fase de indução de remissão),
quando os exames (de sangue e da medula óssea) não mais evidenciam
células anormais.
Entretanto, pesquisas comprovam que ainda restam no organismo muitas células leucêmicas (doença residual), o que obriga a continuação do tratamento para não haver recaída. Nas etapas seguintes, o tratamento varia de acordo com o tipo de célula afetada pela leucemia. Nas linfoides, pode durar mais de dois anos, e nas mieloides, menos de um ano. São três fases: consolidação (tratamento intensivo com substâncias não empregadas anteriormente); reindução (repetição dos medicamentos usados na fase de indução da remissão) e manutenção (o tratamento é mais brando e contínuo por vários meses). Por ser uma poliquimioterapia agressiva, pode ser necessária a internação do paciente nos casos de infecção decorrente da queda dos glóbulos brancos normais pelo próprio tratamento.

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